quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ANO VELHO / ANO NOVO


Ano velho /Ano Novo
Cansado muito cansado, triste confuso e baralhado, mas ainda me consigo lembrar de como fui bem recebido!
O meu nascimento foi um momento de grandes festas, onde não faltou o chapagne, as passas, as promessas de amor, seladas com beijos molhados, multidões nas ruas, fogo de artificio, musica, os bailes, etc.Por todo o lado era festa, só festa.Eu ANO NOVO estava feliz!
Em Janeiro comecei a crescer, e do cimo do pedestal em que me colocaram, os meus olhos se abriram ao mundo, para depressa esquecer a recepção que tinha tido.
A tristeza tomou conta de mim.O mundo que eu sonhara naquela noite de festas e que fora mágica, afinal não existia.Do inicio do meu calendário, observava incrédulo, tudo que se passava dia após dia.
Assisti a nascimentos de esperança, a casamentos de magia, a casamentos nunca por mim imaginados, e também ao final de casamentos falhados.
Estremeci ao ver como os homens são fracos, egoistas, intolerantes carentes de afectos, e de falta de amor.
O tempo ia passando a correr e nada mudava para melhor.
Vi guerras de ódio onde só os inocentes pagaram. Vi catástrofes provocadas pela natureza, que mais parecia um recado de Deus para os governantes do Mundo.
Eu, ANO sem nada mais poder fazer, dei um dia de cada vez, semana após semana, mês após mês, para que os homens reflectissem amassem, governassem e pensassem no seu semelhante.
Mas não resultou.Receberam o que lhes dei, mas nada fizeram para mudar o mundo.
Também me deslumbrei com as 4 estações que estão rigorosamente defenidas no meu calendário. Primavera Verão Outono e Inverno.
Surpreendido, verifiquei que só mesmo no meu calendário, elas existem.
 Foi uma total confusão. Fáz frio quando se espera calor, calor quando devia estar frio, a chuva aparece quando não se espera, seca em tempo de chuvas, etc. etc.
Por tudo isto, continuo a dizer:
Sinto-me triste baralhado e confuso.Estou cansado, muito cansado, Porquê? Ainda me perguntam?
Porque tudo é culpa do ANO! Falam de mim com palavras que não gosto.Dizem que o ANO foi trágico, foi mau, muito mau, que é um ANO para esquecer!
Foram estas as frases que recebi em troca de 12 meses de inteira disponibilidade, sem nada exigir em troca a não ser lembrar que o tempo passa, passa a correr, e o conselho que deixo a todos os homens que têm o previlégio de olhar para um calendário, é:
Os heróis são aqueles que fazem o que fôr necessário, para a construção de um mundo melhor, ano após ano.

Pergunto mais uma vez! A culpa é minha?
Estou cansado muito cansado e até envergonhado.

Parto cansado velho e desiludido.
Meu novo irmão está prestes a chegar
Mas antes, vou dizer-lhe ao ouvido
Tem cuidado não te deixes magoar
Pelos homens que te recebem a sorrir.
Porque teu irmão está na hora de partir.
Assina-ANO VELHO

29de Dezembro de 2010   


Escrito por: 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


FELIZ ANO NOVO

Para todos os amigo/as,com Saude ,€ e muito Sucesso!  Aline

domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal de Esperança

Mais um Natal de esperança
De votos que não são sinceros
De corridas e de consumismo
Na rua estendo a mão
Mas tudo começa de novo
Faço parte desse povo
Que apesar da nossa fé
Não há sapatinho na chaminé
Apenas sentimos egoísmo.
Nesta data de franqueza
É Natal, todos nos querem bem
Mas o sonho termina sem uma mesa
No resto dos dias que ai vem
Na inquietude da vida
Com momentos de solidão
Mais um ano vai começar
E sem saber o que fazer,
Qual a porta a que bater
Antes bate meu coração
Tenho medo, medo de acreditar
Há muito que perdi o sentido
Numa vida, em cuja pedra tropecei
Perdi amigos perdi familia
Não mais a estrada voltei
Meus companheiros de rua
Homens sensiveis e com valor
Unidos falamos, olhando para a lua
Brincamos como crianças, pedindo-lhe amor
Talvez um dia, volte a esperança
Nesta longa e penosa caminhada
À estrada queremos voltar
Os amigos e a familia abraçar
Ter para sempre um Natal de consoada.




Poema escrito por
Aline Rocha

Dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Para os Lados de Belém

Na Tertulia-Conversas com Principio e Fim do passado dia15,um grupo de amigas/os e colegas da U.S. apresentaram uma pequena peça,de autoria da nossa colega Lidia Dias, intitulada "Para os lados de Belém."
Foi bom porque na nossa idade, ainda conseguimos fazer algo que nos surpreende.
Nunca imaginava poder ser um dia por alguns momentos, "Maria mãe de Jesus".
Claro que tinha ao meu lado "José".que foi incansável com o menino,a quem pusemos o nome de Jesus.
Também tive o previlégio de partilhar  as mensagens que Ele me transmitiu quando nasceu.
Quero também referir,o apoio e o calor da vaquinha,da ovelhinha e do burrito.
Depois foram os pastores que passavam por lá,alertados pelo Anjo que anunciou o nascimento do Deus menino,quizeram ir aré à gruta adorá-lo e  ofereceram-lhe mel e frutos silvestres.Dos Reis Magos-Baltazar-Belchior e Gaspar,encantados com a estrela que os guiou,o menino recebeu Ouro Incenso e Mirra.Até uma senhora de uma certa idade lá apareceu para  me dar uma ajudinha.De referir ainda uma menina de tótós, muito gira que por lá brincava perto do estábulo.Para enfeitar o cenário não faltou a linda àrvore de Natal,que por detrás dela estava uma linda pessoa.
Como as imagens valem mais que mil palavras,aqui vos deixo um pequenino filme, que é de todos nós.
Para todos  o meu obrigada.
beijinhos
aline
Dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ESTRADA DA VIDA

Olho para trás e o que vejo
Muitos anos sem ser vividos,
 Sentimentos feridos
Num lampejo, coração destroçado
Um futuro muito bem pensado.
Num sabor amargo dum beijo
Coração que acreditou
mas que não adivinhou
O caminho percorrido em vão
Como se acabasse o asfalto
num momento de sobressalto
Senti que tudo o que fiz foi em vão.
De nada me arrependo
 Desta ilusão acabada
Fica a dor no coração
 Porque estendi minha mão
Talvez à pessoa errada
Muitas pedras encontradas,
Mas para embelezar meu caminho
Perfumar minha vida e acreditar no destino,
Todas foram por mim retiradas

Continuei na estrada da vida
Fui deveras surpreendida,
Quando sonhava e sorria         
Acreditava e corria
Tive de parar de seguida
Mas estrada contínua
E eu tenho de a percorrer
Momentos valem o que valem
Não  é preciso sofrer
Pocurarei um novo caminho 
Não posso mesmo parar
Com toda a minha força
Continuarei a lutar
Para na   vida vencer.
Com mágoa mas sem ódio,
 que me habituei a usar
Hei-de acertar no caminho
Que para mim está reservado
A luz que me há-de guiar
Certo que está num altar
Num local muito sagrado.


Autora do poema    
Aline Rocha


 Dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

CONTO DE NATAL

A noite estava fria, e o céu estrelado. Sentado num degrau da porta de sua casa, com as mãozinhas sobre os joelhos, um menino olhava para o céu parecendo contar às estrelas que brilhavam , formando um manto cintilante. No silêncio da noite ouviu passos. Assustado, virou a sua cabecinha cheia de caracóis loiros para ambos os lados, e viu com algum espanto, que se aproximava um senhor vestido de Vermelho e com barbas brancas. Nunca tinha visto ninguém assim vestido!Pensou o menino O seu coração batia, batia. Um pouco assustado, levantou-se e deixou ver as suas calças rotas no joelho e os seus pesinhos descalços. O Pai Natal que por ali passava com o seu saco cheio de prendas para ir colocar nas chaminés, dirigiu-se para ele e disse: Rapaz que fazes aqui com este frio?Estás a tremer! De quem estás à espera? De ninguém respondeu o menino. Os teus pais deixam-te aqui sozinho a estas horas da noite? Não tenho pais- eu vivo com a minha avó que está lá dentro sentada à lareira. Respondeu,baixando a cabecinha um pouco envergonhada. Ainda não me conheceste? Não sabes quem sou? Não! Nunca vi ninguém assim igual ao senhor! Disse baixinho. Olha bem para mim - eu sou o Pai Natal! Eu sou amigo de todos os meninos. Por isso nesta noite de Natal eu venho pôr nos sapatinhos, colocados na chaminé, os presentes que eles me pediram. De olhos esbugalhados e um pouco tímido, o menino perguntou? Também posso pedir um presente? Claro que sim. Pede o que quiseres. Qual o brinquedo que gostavas de ter? Nunca tive brinquedos, mas o que eu queria era ter aqui comigo a minha mãe que está lá no céu. Todas as noites eu peço às estrelas, mas estão lá muito longe e não me ouvem. Também gostava de umas botas iguais às suas que devem de ser quentinhas. Emocionado o Pai Natal pousou o saco das prendas no chão, agarrou o menino ao colo e disse-lhe: Tu és muito lindo sabias?És um menino de ouro. Tenho muita pena de não poder satisfazer o teu primeiro pedido. Não te posso dar a tua mãe como me pedes, porque não tenho esse poder. Mas acredita que ela continua a olhar por ti, apesar de estar lá muito, muito longe. Quanto ao segundo pedido, prometo que te vou dar umas botas iguais ou ainda mais bonitas e quentinhas que as minhas, vou dar-te agasalhos para não teres frio, e ainda oferecer-te aquilo que não me pediste - os mais bonitos brinquedos. E sabes por quê? Porque és um menino, e todos os meninos têm o direito de brincar. Amanhã durante o dia voltarei com tudo àquilo que te prometi. Agora vais para dentro de casa, vais dormir e não te esqueças de fazeres a tua oração. Os dois abraçaram-se, e o menino ficou tão feliz com o encontro, que ao ver o velho senhor se afastar,olhou para o céu e disse,fixando as estrelas. Obrigada mãe, gosto muito de si. Voltou para dentro de casa a saltitar e quando chegou à lareira, abraçou a avó que estava a dormitar e contou-lhe, que já conhecia o Pai Natal,que lhe prometeu brinquedos,umas botas e roupa quentinha. A Avó pensou que era uma história inventada,deu-lhe um beijinho e disse para se ir deitar. Feliz mas ancioso pelo dia seguinte para ver de novo o Pai Natal,foi para a sua caminha,rezou sua oração e adormeceu como um anjo. Onde há amor, há luz para iluminar os corações. Autora- Aline Rocha 
Dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Meu Blog

É com muito prazer que partilho este meu cantinho com todas vós.
Obrigada pelas vossas visitas.



Beijinhos - aline
  

O Silêncio

Conduzida pela fé, a fé que ali me levava
Sentei-me num banco corrido
E sem ouvir qualquer ruido
Só o silêncio eu escutava.
Olhei para todo o lado
Ninguem, mais ninguem lá estava
Fiz a minha oração, olhando em sua direcção
Vi que Nossa Senhora me olhava.
Caminhei para junto dela
Deixei o banco corrido
Com lágrimas nos olhos e na boca a prece
Agarrei a sua mão, enteguei-lhe meu coração
E este momento vivido
São coisas que não se esquece.
                                                           Reparei no seu olhar terno
Quando agradeci meu pedido
E naquele continuado silêncio
Foi  tão belo este momento
Que teve todo o sentido.
Prometo que não virei só,
Quando à igreja voltar.
E pouco tempo depois, no mesmo banco corrido
Dois corações a bater, e a bater no mesmo sentido
Começaram a rezar,
O silêncio dominava
Depois de algum tempo a orar,
Num abraço minha filha, eu afagava
Minhas lágrimas, ela limpava
E Nossa Senhora a olhar
Caminhamos para junto DELA
Lá do alto ELA sorria
Rodeadas de carinho,
Abraçadas demos um beijinho
Era isso que ELA queria
Que bom foi estar com ELA
As três em total harmonia,
A Virgem, a mãe, e a filha
Em recolhimento e alegria.


Autora
Aline Rocha
Novembro de 2010






Aline Novembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Chapéu

Há quase dois anos que me foi apresentada via internet uma senhora, que até hoje não conheço pessoalmente, com muita pena minha, e da qual sou muito amiga.
De nome OLGA Professora de profissão, aposentada, com uma idade bonita, espirito muito alegre, feliz com seu marido, fâ dos seus filhos e netos, de quem ela fala com o maior enlevo.
Como disse, só a conheço através de fotos que trocamos pela Net.
Um dia reparei que tinha na cabeça um bonito chapéu, e com a maior naturalidade e franqueza, lhe disse: Que lindo o seu chapeu! Ao que ela me respondeu.Foi a minha nora que o fez para mim.Passados dias recebi um pedido seu.


Aline, diga-me a sua morada.A minha Nora está fazendo um chapeu para si.Quero que quando o passear, sinta que ele é único e exclusivamente seu. Agradeci e enviei a minha morada.
Hoje tenho comigo o chapeu que viajou da cidade de Araranguá-Santa Catarina- Brasil.
Minha amiga Olga tinha razão.Ele é lindo, ele é único em Portugal.
Mas não é o facto de ser único que é o mais importante.Para mim a disponibilidade da sua Nora, a felicidade que eu senti nas palavras que li no cartão que o acompanhava, ficará para sempre na minha memória, e guardado no meu coração.
Quando há amizade, não existem distâncias


Obrigada Olga, e até logo no Messenger


Aline


Novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dança/Alegria



Ritmo e o corpo sempre a mexer são a forma mais divertida para manter a boa forma. Atrevam-se!
Escolham o ritmo que mais tem a ver com vocês. Entre o africano, o oriental e o latino, há com certeza um que se adapta na perfeição ao vosso estilo.
Passo seguinte é pensar que, para além de fazer exercício físico, estás  a perder calorias e a divertires-te ao mesmo tempo. O ideal: duas vezes por semana VAMOS A ISTO? (clique no radio que está ao lado direito)




segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sonho


Patinar - foi um sonho de menina.Diliciava-me com um livro dedicado à  grande patinadora Benfiquista Edite Cruz.
Mais tarde, a minha filha veio concretizar esse meu sonho que passou a realidade,quando a via patinar  desenhando as figuras que em jovem eu vi nesse pequeno livro, que eu guardava como um tesouro na minha arca.

Obrigada filha.



                            

domingo, 21 de novembro de 2010

Festa em Santo Antão do Tojal

Amigas,
Vou partilhar com vocês uns momentos que me ficaram gravados,por todos os motivos.
Para quem não conhece,S. João do Tojal é uma pequena freguesia do concelho de Loures.
Fui convidada por uma amiga para ir assistir a uma festa que se realiza todos os anos no mês de Outubro.
Fiquei fascinada ,bem como mais 3 amigas que me acompanharam.
Pela organização,pelo desfile,pelo guarda roupa,pelas tasquinhas,pelo baile da nobreza,pelo lindissimo espectáculo de canto lirico que foi oferecido à noite,terminando a mesma com fogo de artificio.
Muita coisa de belo se passou.Lembro que nos foi servido sandes  de carne assada e vinho à discrição,onde comemos sentadas em mesas corridas de madeira,como naquele tempo.Nas tasquinhas  bem ornamentadas e muito bem colocadas na praça,vendia-se de tudo à época.
Para terem uma ideia do que bonito e belo se fáz numa terra pequena , com os seus moradores empenhados a mostrar aos forasteiros,que também sabem representar,aqui deixo um pequenissimo video das muitas fotos que tirei.
bjs
aline

sábado, 20 de novembro de 2010

NATAL ESTÁ QUASE A CHEGAR

E com ele o encanto e o reencontro de muitas familias.Todos os dias são Natais,representados que são, no dia 25 de Dezembro.

Frases sábias de Albert Einstein

Se um dia tiver de escolher entre o mundo e o amor...lembre-se.Se escolher o mundo ficará sem o amor,mas se escolher o amor,com ele,conquistará o mundo. 

A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original.

O unico lugar onde o suceso vem antes do trabalho,é no dicionário.

A imaginação é mais importante que o conhecimento.

É no meio da dificuldade que se encontra a oprtunidade.

O segredo da creatividade,é saber como esconder as fontes.

Os ideais que iluminam o caminho,são: a bondade a beleza e a verdade.

Tudo se deveria tornar o mais simples possivel,mas não o mais simplificado.

A ciência sem a religião é coxa, a religião sem a ciência é cega.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

S. MARTINHO

CURIOSIDADES


• Ano 316 - Nasce S. Martinho, filho de um oficial romano, na Panónia (região onde hoje é a Hungria).
• Ano 330- S. Martinho é obrigado a ir para o exército onde pratica o seu ideal cristão de humildade e generosidade.
• Ano 355-360- S. Martinho é expulso da sua própria terra (por causa do arianismo) e passa um tempo isolado na ilha de Galinária, no meio do Mar Tirreno
• Ano 371- S. Martinho torna-se Bispo de Tours, cargo que ocupará cerca de 26 anos até à sua morte.
• Ano 397- S. Martinho morre em Candes perto de Tours. No dia 11 de Novembro é enterrado com pompa e circunstância na cidade de que fora Bispo durante mais de um quarto de século.

 São Martinho é santo patrono dos alfaiates, dos cavaleiros, dos pedintes, dos restauradores (hotéis, pensões, restaurantes), e dos produtores de vinhos.

 Seu espírito de solidariedade é lembrado, quanto mais não seja, através do relato do episódio em que partilhou a sua capa com um pobre;


Provérbio
Pelo S. Martinho castanhas assadas, pão e vinho.



aline rocha



Texto-Internet



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CAMINHADA

Como é bom caminhar pela estrada da vida  no mesmo sentido,partilhar o bom e o menos bom e SONHAR

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MOMENTOS DE REFLEXÃO


MISSA DE DOMINGO

Estávamos em Março.

Acompanhei hoje a minha amiga,e tambem no momento em que  viu  a sua irmã partir para sempre.

Estava serena. Por cima do seu peito e junto ao coração, várias bilhetinhos que as amigas quizeram que ela levasse para a eternidade. Não haviam lágrimas, apenas um silêncio.
Numa pequena mesa, a sua identificação com a sua fotografia.Até aqui tudo normal, não fora uma folha de papel exposta numa salva de prata redonda. Tratava-se de um poema escrito pela sua mão dias antes de partir. Como quase todas as pessoas que se encontravam no velório, também eu li.
Fiquei sem palavras! Como é possivel uma pessoa que sente a sua caminhada chegar ao fim, transmitir-nos serenidade, confiança, páz e pedir para ninguem chorar por ela.
Compreendi então porque ninguem chorava, excepto quando chegava alguem que deconhecendo o seu pedido, e como normal que é nestes momentos, se comoviam vertendo algumas lágrimas.
Professora de profissão, divorciada de um médico, uma linda filha de 26 anos e uma fé inabalável. Era uma pessoa cheia de força e acreditou sempre que conseguia sobreviver a uma terrivel doença que aos poucos a foi debilitando e que acabou por derrotá-la.
Era missa do sétimo dia e fui a convite da minha amiga, assistir à missa em sua memória, realizada na igreja que ambas frequentavam - a bonita igreja da Luz em Lisboa
Muito raramente vou assistir a missas, mas esta, eu queria estar presente, ao lado da minha amiga.Coincidência também, era o dia da Mulher.
Apesar de o meu pensamento estar na sua irmã, cuja partida me marcou, não consegui alhear-me do ambiente vivido naquela igreja.
Para mim, a missa era para ela, e ela mereceu tudo aquilo que ali se passou.
Foi uma missa muito especial. O que começou por ser de dôr e sentimento, tornou-se num momento de páz, de bem-estar e porque não dizê-lo de fé!
Saí fascinada com tudo o que lá aconteceu.A igreja não é muito grande, mas muito bonita e estava cheia.
Na ara onde se celebrava a missa, estava exposto um ramo de rosas brancas, cuja verdura pendia pela toalha branca bordada com temas religiosos.
Ao lado, num pequeno pulpito de madeira, um cidadão de meia-idade, de cabelo grisalho, e possuidor de uma belissima voz, cantava, as músicas religiosas, os salmos, e até as orações, como o Pai-nosso, acompanhado de uma guitarra que ele mesmo tocava

Como por magia, por detrás do altar, abre-se uma pequena porta e eis que surge o Pároco, homem novo,trajando de roxo claro. Quando entrou, deu logo para perceber que era uma pessoa que justificava o que trazia vestido. Uma voz calma, e um sorriso meigo, sem nunca desviar o olhar dos presentes, fizera o sinal da cruz, seguindo o cumprimento da leitura das escrituras, que eram alternadas com as musicas e com os acordes da guitarra, acompanhada pelas vozes afinadas, das dezenas de pessoas que assistiam à missa.

Depois dirigiu-se a todos os que estavam presentes, numa  fantástica homilia.

-Falou daquilo que devemos fazer e sentir pelos outros, estendo a nossa mão quando fôr precisa.
-Falou dos excessos do que se tem, e se deve repartir quando não precisamos.
-Falou da pobreza, aquela pobreza envergonhada e sofredora.
-Lembrou os valores da vida, a realização de projectos, da apreciação das coisas pequenas, que normalmente passam ao lado, ou que as pessoas teimam em não ver. Falou da juventude, da familia, dos indecisos que lutam para se encontrarem. Falou inclusivamente do Sol. Esse sol que nos ilumina, mas também nos aquece a alma, e que muita gente não sabe apreciar como uma graça divina. (estive dentro do meu carro a apreciá-lo e a usufruir dele, antes de vir para aqui.) Confidênciou-nos com um sorriso.
-Falou da mulher em particular, no seu papel de mãe-filha - companheira - (por se comemorar hoje o seu dia.)
-Mas a sua sensibilidade, levou a que não esquece-se o homem-dizendo com um sorriso terno, que o dia dele, (homem) é já no próximo dia 19.
Que lindo! Achei -Mas mais importante ainda- pediu a Deus pelos presentes, pelos doentes, e claro uma referência muito especial aos que já não se encontram entre nós, dedicando-lhe a missa, ao mesmo tempo que dizia seus nomes.
Para as familias e amigos, acredito que tenha sido o momento mais sentido e mais comovente de toda a missa.Vi as lágrimas rolarem pelas suas faces ao ouvirem os nomes que lhe eram familiares.
São homens como este, que na prática das suas obrigações, exercendo-a com toda a sua humildade e bondade, usando a palavra com toda  verdade, sabedoria e simplicidade, tocam nos corações de quem o escuta, fazendo a igreja e a fé de cada um, prosperar.


A missa acabou e soube então pela minha amiga, que essa pessoa maravilhosa que nos encheu o coração e nos transmitiu tanta coisa boa, padecia da mesma doença da sua irmã.

Fiquei mais uma vez sem palavras, e só posso dizer o seguinte:

Padre- Bem-haja, que a sua bondade e a sua partilha seja reconhecida por Deus e que tenha força para lutar e vencer.





texto:aline rocha
Março de 2009

terça-feira, 19 de outubro de 2010

TRIDIMENSIONAL

Não sei se lhe poderei chamar arte.
Sei por experiência própria que tem: técnica,um pouco de sensibilidade,delicadeza de mãos e uma grande dose de paciência.São muitos os pequenos objectos que nos ajudam a transformar uma simples gravura,num belissimo quadro com profundidade. Posso dizer que , um simples palito,uma pinça pequena,um pincel de 2 pêlos,um bisturi pequeno,etc,etc,isto só para falar dos pequeninos.
Estes quadros são os que me restam de uma colecção de 40 que fiz, entre o ano 2001 e 2002.
Aconselho às minhas amigas que aprendam porque é bonito.

UM MUNDO MELHOR

Plantei um jardim imenso,
Aonde não faltaram as flores
Tulipas,malmequeres e cravos
Rosas,hortênsias e outras.
Imaginei um mundo colorido
Com amor e respeito pelas crianças
Ilustres criaturas do futuro, sempre
Atentas àquilo que não fazemos.

Muda-se a politica,mas nunca a nossa vontade
Amanhã continuaremos a tratar do nosso jardim
Muitas flores crescerão em liberdade
E vão perfumá-lo com seu perfume
Dando ao mundo aquilo que ele precisa
E mostrando que valeu a pena nascer aqui.

Rosas têm espinhos mas são lindas!
O que pica dói mas não assusta
Com amor,com trabalho tudo vai
Haja fé nos homens e na justiça,e
A razão será sempre a nossa aliada,a nossa luta.

Aline Janeiro de 2004
                                    

sábado, 16 de outubro de 2010

Rosas

A Nossa Existência-A VIDA

*  A nossa  existência é tão passageira,como as nuvens no Outono.
*  Uma vida corre como um relâmpago no céu.
* No caminho da nossa existência paramos por algum tempo,para nos encontrar,nos amar e partilhar
* Este momento é precioso mas passageiro.
* Ele constitui um pequeno parênteses na eternidade.
* Se o partilharmos com carinho,alegria páz e amor,criamos abundância e felicidade aos outros.

           E ASSIM ESTE MOMENTO TERÁ VALIDO A PENA

O QUE SALVA O AMOR

Conta-se que aconteceu numa ilha onde viviam os principais sentimentos do homem -RIQUEZA-VAIDADE-SABEDORIA e AMOR.
Um dia a ilha começou a afundar no oceano e todos  conseguiram alcançar os seus barcos menos o AMOR.Qundo foi pedir à RIQUEZA que o salvasse,esta disse:Não posso ,estou carragada de joias e ouro.Dirigiu-se ao barco da VAIDADE,que respondeu:Sinto muito mas não quero sujar o meu barco.O AMOR correu para a SABEDORIA,mas ela tambem se recusou ajudar dizendo:Quero estar sozinha,estou a reflectir sobre a tragédia e mais tarde vou escrever um livro.
O AMOR começou a afogar-se.Quando estava quase a morrer apareceu um barco conduzido por um velho que acabou por salvá-lo.
OBRIGADO-disse,assim que se refez do susto.-Mas quem é você?
Sou o TEMPO-respondeu o velho.

Moral da história

SÓ O TEMPO E CAPAZ DE SALVAR O AMOR