domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal de Esperança

Mais um Natal de esperança
De votos que não são sinceros
De corridas e de consumismo
Na rua estendo a mão
Mas tudo começa de novo
Faço parte desse povo
Que apesar da nossa fé
Não há sapatinho na chaminé
Apenas sentimos egoísmo.
Nesta data de franqueza
É Natal, todos nos querem bem
Mas o sonho termina sem uma mesa
No resto dos dias que ai vem
Na inquietude da vida
Com momentos de solidão
Mais um ano vai começar
E sem saber o que fazer,
Qual a porta a que bater
Antes bate meu coração
Tenho medo, medo de acreditar
Há muito que perdi o sentido
Numa vida, em cuja pedra tropecei
Perdi amigos perdi familia
Não mais a estrada voltei
Meus companheiros de rua
Homens sensiveis e com valor
Unidos falamos, olhando para a lua
Brincamos como crianças, pedindo-lhe amor
Talvez um dia, volte a esperança
Nesta longa e penosa caminhada
À estrada queremos voltar
Os amigos e a familia abraçar
Ter para sempre um Natal de consoada.




Poema escrito por
Aline Rocha

Dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Para os Lados de Belém

Na Tertulia-Conversas com Principio e Fim do passado dia15,um grupo de amigas/os e colegas da U.S. apresentaram uma pequena peça,de autoria da nossa colega Lidia Dias, intitulada "Para os lados de Belém."
Foi bom porque na nossa idade, ainda conseguimos fazer algo que nos surpreende.
Nunca imaginava poder ser um dia por alguns momentos, "Maria mãe de Jesus".
Claro que tinha ao meu lado "José".que foi incansável com o menino,a quem pusemos o nome de Jesus.
Também tive o previlégio de partilhar  as mensagens que Ele me transmitiu quando nasceu.
Quero também referir,o apoio e o calor da vaquinha,da ovelhinha e do burrito.
Depois foram os pastores que passavam por lá,alertados pelo Anjo que anunciou o nascimento do Deus menino,quizeram ir aré à gruta adorá-lo e  ofereceram-lhe mel e frutos silvestres.Dos Reis Magos-Baltazar-Belchior e Gaspar,encantados com a estrela que os guiou,o menino recebeu Ouro Incenso e Mirra.Até uma senhora de uma certa idade lá apareceu para  me dar uma ajudinha.De referir ainda uma menina de tótós, muito gira que por lá brincava perto do estábulo.Para enfeitar o cenário não faltou a linda àrvore de Natal,que por detrás dela estava uma linda pessoa.
Como as imagens valem mais que mil palavras,aqui vos deixo um pequenino filme, que é de todos nós.
Para todos  o meu obrigada.
beijinhos
aline
Dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ESTRADA DA VIDA

Olho para trás e o que vejo
Muitos anos sem ser vividos,
 Sentimentos feridos
Num lampejo, coração destroçado
Um futuro muito bem pensado.
Num sabor amargo dum beijo
Coração que acreditou
mas que não adivinhou
O caminho percorrido em vão
Como se acabasse o asfalto
num momento de sobressalto
Senti que tudo o que fiz foi em vão.
De nada me arrependo
 Desta ilusão acabada
Fica a dor no coração
 Porque estendi minha mão
Talvez à pessoa errada
Muitas pedras encontradas,
Mas para embelezar meu caminho
Perfumar minha vida e acreditar no destino,
Todas foram por mim retiradas

Continuei na estrada da vida
Fui deveras surpreendida,
Quando sonhava e sorria         
Acreditava e corria
Tive de parar de seguida
Mas estrada contínua
E eu tenho de a percorrer
Momentos valem o que valem
Não  é preciso sofrer
Pocurarei um novo caminho 
Não posso mesmo parar
Com toda a minha força
Continuarei a lutar
Para na   vida vencer.
Com mágoa mas sem ódio,
 que me habituei a usar
Hei-de acertar no caminho
Que para mim está reservado
A luz que me há-de guiar
Certo que está num altar
Num local muito sagrado.


Autora do poema    
Aline Rocha


 Dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

CONTO DE NATAL

A noite estava fria, e o céu estrelado. Sentado num degrau da porta de sua casa, com as mãozinhas sobre os joelhos, um menino olhava para o céu parecendo contar às estrelas que brilhavam , formando um manto cintilante. No silêncio da noite ouviu passos. Assustado, virou a sua cabecinha cheia de caracóis loiros para ambos os lados, e viu com algum espanto, que se aproximava um senhor vestido de Vermelho e com barbas brancas. Nunca tinha visto ninguém assim vestido!Pensou o menino O seu coração batia, batia. Um pouco assustado, levantou-se e deixou ver as suas calças rotas no joelho e os seus pesinhos descalços. O Pai Natal que por ali passava com o seu saco cheio de prendas para ir colocar nas chaminés, dirigiu-se para ele e disse: Rapaz que fazes aqui com este frio?Estás a tremer! De quem estás à espera? De ninguém respondeu o menino. Os teus pais deixam-te aqui sozinho a estas horas da noite? Não tenho pais- eu vivo com a minha avó que está lá dentro sentada à lareira. Respondeu,baixando a cabecinha um pouco envergonhada. Ainda não me conheceste? Não sabes quem sou? Não! Nunca vi ninguém assim igual ao senhor! Disse baixinho. Olha bem para mim - eu sou o Pai Natal! Eu sou amigo de todos os meninos. Por isso nesta noite de Natal eu venho pôr nos sapatinhos, colocados na chaminé, os presentes que eles me pediram. De olhos esbugalhados e um pouco tímido, o menino perguntou? Também posso pedir um presente? Claro que sim. Pede o que quiseres. Qual o brinquedo que gostavas de ter? Nunca tive brinquedos, mas o que eu queria era ter aqui comigo a minha mãe que está lá no céu. Todas as noites eu peço às estrelas, mas estão lá muito longe e não me ouvem. Também gostava de umas botas iguais às suas que devem de ser quentinhas. Emocionado o Pai Natal pousou o saco das prendas no chão, agarrou o menino ao colo e disse-lhe: Tu és muito lindo sabias?És um menino de ouro. Tenho muita pena de não poder satisfazer o teu primeiro pedido. Não te posso dar a tua mãe como me pedes, porque não tenho esse poder. Mas acredita que ela continua a olhar por ti, apesar de estar lá muito, muito longe. Quanto ao segundo pedido, prometo que te vou dar umas botas iguais ou ainda mais bonitas e quentinhas que as minhas, vou dar-te agasalhos para não teres frio, e ainda oferecer-te aquilo que não me pediste - os mais bonitos brinquedos. E sabes por quê? Porque és um menino, e todos os meninos têm o direito de brincar. Amanhã durante o dia voltarei com tudo àquilo que te prometi. Agora vais para dentro de casa, vais dormir e não te esqueças de fazeres a tua oração. Os dois abraçaram-se, e o menino ficou tão feliz com o encontro, que ao ver o velho senhor se afastar,olhou para o céu e disse,fixando as estrelas. Obrigada mãe, gosto muito de si. Voltou para dentro de casa a saltitar e quando chegou à lareira, abraçou a avó que estava a dormitar e contou-lhe, que já conhecia o Pai Natal,que lhe prometeu brinquedos,umas botas e roupa quentinha. A Avó pensou que era uma história inventada,deu-lhe um beijinho e disse para se ir deitar. Feliz mas ancioso pelo dia seguinte para ver de novo o Pai Natal,foi para a sua caminha,rezou sua oração e adormeceu como um anjo. Onde há amor, há luz para iluminar os corações. Autora- Aline Rocha 
Dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Meu Blog

É com muito prazer que partilho este meu cantinho com todas vós.
Obrigada pelas vossas visitas.



Beijinhos - aline
  

O Silêncio

Conduzida pela fé, a fé que ali me levava
Sentei-me num banco corrido
E sem ouvir qualquer ruido
Só o silêncio eu escutava.
Olhei para todo o lado
Ninguem, mais ninguem lá estava
Fiz a minha oração, olhando em sua direcção
Vi que Nossa Senhora me olhava.
Caminhei para junto dela
Deixei o banco corrido
Com lágrimas nos olhos e na boca a prece
Agarrei a sua mão, enteguei-lhe meu coração
E este momento vivido
São coisas que não se esquece.
                                                           Reparei no seu olhar terno
Quando agradeci meu pedido
E naquele continuado silêncio
Foi  tão belo este momento
Que teve todo o sentido.
Prometo que não virei só,
Quando à igreja voltar.
E pouco tempo depois, no mesmo banco corrido
Dois corações a bater, e a bater no mesmo sentido
Começaram a rezar,
O silêncio dominava
Depois de algum tempo a orar,
Num abraço minha filha, eu afagava
Minhas lágrimas, ela limpava
E Nossa Senhora a olhar
Caminhamos para junto DELA
Lá do alto ELA sorria
Rodeadas de carinho,
Abraçadas demos um beijinho
Era isso que ELA queria
Que bom foi estar com ELA
As três em total harmonia,
A Virgem, a mãe, e a filha
Em recolhimento e alegria.


Autora
Aline Rocha
Novembro de 2010






Aline Novembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Chapéu

Há quase dois anos que me foi apresentada via internet uma senhora, que até hoje não conheço pessoalmente, com muita pena minha, e da qual sou muito amiga.
De nome OLGA Professora de profissão, aposentada, com uma idade bonita, espirito muito alegre, feliz com seu marido, fâ dos seus filhos e netos, de quem ela fala com o maior enlevo.
Como disse, só a conheço através de fotos que trocamos pela Net.
Um dia reparei que tinha na cabeça um bonito chapéu, e com a maior naturalidade e franqueza, lhe disse: Que lindo o seu chapeu! Ao que ela me respondeu.Foi a minha nora que o fez para mim.Passados dias recebi um pedido seu.


Aline, diga-me a sua morada.A minha Nora está fazendo um chapeu para si.Quero que quando o passear, sinta que ele é único e exclusivamente seu. Agradeci e enviei a minha morada.
Hoje tenho comigo o chapeu que viajou da cidade de Araranguá-Santa Catarina- Brasil.
Minha amiga Olga tinha razão.Ele é lindo, ele é único em Portugal.
Mas não é o facto de ser único que é o mais importante.Para mim a disponibilidade da sua Nora, a felicidade que eu senti nas palavras que li no cartão que o acompanhava, ficará para sempre na minha memória, e guardado no meu coração.
Quando há amizade, não existem distâncias


Obrigada Olga, e até logo no Messenger


Aline


Novembro de 2010