De votos que não são sinceros
De corridas e de consumismo
Na rua estendo a mão
Mas tudo começa de novo
Faço parte desse povo
Que apesar da nossa fé
Não há sapatinho na chaminé
Apenas sentimos egoísmo.
Nesta data de franqueza
É Natal, todos nos querem bem
Mas o sonho termina sem uma mesa
No resto dos dias que ai vem
Na inquietude da vida
Com momentos de solidãoMais um ano vai começar
E sem saber o que fazer,
Qual a porta a que bater
Antes bate meu coração
Tenho medo, medo de acreditar
Há muito que perdi o sentido
Numa vida, em cuja pedra tropecei
Perdi amigos perdi familia
Não mais a estrada voltei
Meus companheiros de rua
Homens sensiveis e com valorUnidos falamos, olhando para a lua
Brincamos como crianças, pedindo-lhe amor
Talvez um dia, volte a esperança
Nesta longa e penosa caminhada
À estrada queremos voltar
Os amigos e a familia abraçar
Ter para sempre um Natal de consoada.
Poema escrito por
Aline Rocha
Dezembro de 2010


