terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

VIDA


Nas rosas há muitos espinhos
Que podem não nos picar
Tambem o insecto fáz ninho
Deixemos a poeira assentar

Ter prazeres de leitura
Reler o livro da vida
Virar a folha envelhecida
Não cavar a sepultura
De uma vida entrestecida
                                                
 Nas noites frias de Inverno
No silêncio do meu leito
No meu cobertor me enrosco
Coração bate em meu peito

Com corridas de incerteza
O sangue meu corpo invade
Meus pensamentos vagueiam
Pela incerteza e saudade
Passou a noite, fez-se dia
Não preciso do cobertor
Tudo se repete e se adia
Só o sol me dá seu calor
Junto os pedaços da vida
Que são pedaços de mim
São tantos e tão complexos
São de mim seus reflexos
Que contados não têm fim



Poema de :
Aline Rocha/2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

O VENTO

Do cimo daquele monte
Vejo a linha do horizonte
Que me fáz sorrir e sonhar
Meus olhos olham o céu
Parece que o Mundo é meu.
Paisagem de encantar
O vento toca meu rosto
Sinto as caricias que gosto
Fecho os olhos com prazer
Com ele parto a correr
Longe vai meu pensamento
Que beleza de momento
Fica comigo, supliquei
Quero falar o que nunca falei
Deste mundo de confusões
Vento que corres para todo o lado
Desfáz minhas ilusões
Mas não contes a ninguem
Escuta este o meu pedido
O vento que me ouvia
Sabia o que eu sentia
Sorriu e ficou meu amigo
Lancei-me em seus braços
Como se fosse pássaro ferido
Nesta vida ilusória
Cada um tem sua história
Diz-me ele, e fáz sentido
Sabes que até na fonte há lôdo
Para beber há que filtrar
Fazem parte de um todo
Só há que vos encontrar
Em silêncio eu o ouvia
Ele sabia o que eu sentia
Porque com ele partilhei
Momentos que só eu sei
Em plena sintonia
Abraçamo-nos com alegria, e
Com caricias no meu rosto
No cimo daquele monte
Olhamos o horizonte
O vento que eu tanto gosto


Poema de
Aline Rocha
2011                                                          

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

VELHICE


                                                                        

Rosto lindo e enrugado
Voz trémula de cansaço
Recorda o tempo passado
Dum passado sem regresso
.
Cada ruga uma história
Contada em primeira mão,
Revelam os seus segredos
Descobrem seus mistérios
Numa eterna recordação
Seus poucos cabelos brancos
São primaveras de memórias
Encanta-nos com suas histórias
Que não perdem seus encantos.
Seu regaço serviu de colo
Seu peito de alimento
Seu coração deu amor
Mas de amor tambem sofreu
Sua boca foi beijada e beijou
Com suas mãos acarinhou
Um filho que dela nasceu.
Para ajudar nos seus passos
Para aliviar seus cansaços
Leva a bengala na mão
Diz sentir o desalento
Da vida que foi um tormento
Mas cumpriu sua missão
Um dia seremos da sua idade
Muitas rugas iremos ter
Sentir a mesma saudade
Olhar para tráz e dizer
Valeu a pena viver
Chama-lhe terceira idade
Eu chamo-lhe benção da vida
Deixam sempre saudade
Na hora da despedida
Vida que podes ser longa ou curta
Ninguem ao certo sabe
De uma coisa todos sabemos
É que há eternidade


Poema de
Aline Rocha

2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

LÁGRIMA


No meu jardim, em cima de uma flôr
Uma lágrima encontrei
Quis saber a quem pertenceu
A chorar me respondeu
Não me perguntes que já não sei
Aninhou-se debaixo de uma pétala
Dela recebeu protecção
Fechou os olhos envergonhada
E depois de estar deitada
Transformou-se em coração
Ao ver tamanha transformação
Afinal quem és tu, perguntei
Não me perguntes porque não sei
Sou de alguem que muito amei
Mas do meu amor não tem noção
De tudo me quero esquecer,
Acordar de novo para a vida
Ter vontade de sorrir
À linda flôr agadecer
Por me ter dado guarida
É com certa paixão
Que recordo uma lágrima
Em cima duma flôr
Enroscada numa pétala
 Transformar-se em coração                                                 
Por ter perdido o Amor



Poema de
Aline Rocha /2011













quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

INVERNO

 Bate nas vidraças
Como se quizesse entrar
É som que adormece
Frio que arrefece
É o inverno a chegar

O vento sopra bramindo
Cantando a sua canção,
As folhas que vão caindo
Levadas pelo vento, espalham-se pelo chão.
Há uma certa nostalgia
No sabor amargo duma canção perdida
Talvez uma vida sem rumo
Quiçá, precisando de guarida.
Cabelos brancos, rugas marcadas
Lembranças de solidão
Vidas dificeis e cansadas
De primaveras encantadas
Vivem sós, tristes e sem paixão.
Rostos que perderam o encanto
De uma vida de saudade
Vivem sós de mão estendida
Precisando de guarida
Mas com gestos de humildade
Em grossas bagas, a chuva volta a cair
De novo ouve-se o vento a rugir
Tristeza num meigo olhar
É o Inverno a chegar.

Poema de,

Aline/Dezembro de 2010



 


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ANO VELHO / ANO NOVO


Ano velho /Ano Novo
Cansado muito cansado, triste confuso e baralhado, mas ainda me consigo lembrar de como fui bem recebido!
O meu nascimento foi um momento de grandes festas, onde não faltou o chapagne, as passas, as promessas de amor, seladas com beijos molhados, multidões nas ruas, fogo de artificio, musica, os bailes, etc.Por todo o lado era festa, só festa.Eu ANO NOVO estava feliz!
Em Janeiro comecei a crescer, e do cimo do pedestal em que me colocaram, os meus olhos se abriram ao mundo, para depressa esquecer a recepção que tinha tido.
A tristeza tomou conta de mim.O mundo que eu sonhara naquela noite de festas e que fora mágica, afinal não existia.Do inicio do meu calendário, observava incrédulo, tudo que se passava dia após dia.
Assisti a nascimentos de esperança, a casamentos de magia, a casamentos nunca por mim imaginados, e também ao final de casamentos falhados.
Estremeci ao ver como os homens são fracos, egoistas, intolerantes carentes de afectos, e de falta de amor.
O tempo ia passando a correr e nada mudava para melhor.
Vi guerras de ódio onde só os inocentes pagaram. Vi catástrofes provocadas pela natureza, que mais parecia um recado de Deus para os governantes do Mundo.
Eu, ANO sem nada mais poder fazer, dei um dia de cada vez, semana após semana, mês após mês, para que os homens reflectissem amassem, governassem e pensassem no seu semelhante.
Mas não resultou.Receberam o que lhes dei, mas nada fizeram para mudar o mundo.
Também me deslumbrei com as 4 estações que estão rigorosamente defenidas no meu calendário. Primavera Verão Outono e Inverno.
Surpreendido, verifiquei que só mesmo no meu calendário, elas existem.
 Foi uma total confusão. Fáz frio quando se espera calor, calor quando devia estar frio, a chuva aparece quando não se espera, seca em tempo de chuvas, etc. etc.
Por tudo isto, continuo a dizer:
Sinto-me triste baralhado e confuso.Estou cansado, muito cansado, Porquê? Ainda me perguntam?
Porque tudo é culpa do ANO! Falam de mim com palavras que não gosto.Dizem que o ANO foi trágico, foi mau, muito mau, que é um ANO para esquecer!
Foram estas as frases que recebi em troca de 12 meses de inteira disponibilidade, sem nada exigir em troca a não ser lembrar que o tempo passa, passa a correr, e o conselho que deixo a todos os homens que têm o previlégio de olhar para um calendário, é:
Os heróis são aqueles que fazem o que fôr necessário, para a construção de um mundo melhor, ano após ano.

Pergunto mais uma vez! A culpa é minha?
Estou cansado muito cansado e até envergonhado.

Parto cansado velho e desiludido.
Meu novo irmão está prestes a chegar
Mas antes, vou dizer-lhe ao ouvido
Tem cuidado não te deixes magoar
Pelos homens que te recebem a sorrir.
Porque teu irmão está na hora de partir.
Assina-ANO VELHO

29de Dezembro de 2010   


Escrito por: 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


FELIZ ANO NOVO

Para todos os amigo/as,com Saude ,€ e muito Sucesso!  Aline