terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Boneca de cartão
Escrevi este poema de modo diferente.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Pintura
Pintei um quadro natural
Que não cabe na minha tela
Grande para ser cortado
Muito menos ser esticado
Numa paisagem tão bela.
Com pinceladas de chuva e
Tintas de muitas cores
Pintei lindas e raras flores
Que dão vida ao meu quadro
Em tons verde orvalhado
Com espátula moldo as sombras
Pelo sol adormecidas
Desenhadas pelo vento
Que corre de contentamento
Por entre cedros e silvas.
Com cores vivas vou pintando
O que a natureza já pintou
Minha mão, o pincel manuseando
Até a liberdade e o perfume imitou.
Usando toda a tinta branca
Sobre um ceu azul celeste
Pintei nuvens passeando
Com traços de paisagem silvestre.
Para que a tinta acabasse
Para sempre a recordasse
Pintei uma linda janela,
A madeira era aguarela
Os vidros eram cristal
Vejo a natureza através dela
Não é pintura de pincel
Mas uma beleza natural
Poema de
2/2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
VIDA
Nas rosas há muitos espinhos
Que podem não nos picar
Tambem o insecto fáz ninho
Deixemos a poeira assentar
Ter prazeres de leitura
Reler o livro da vida
Virar a folha envelhecida
Não cavar a sepultura
De uma vida entrestecida
De uma vida entrestecida
Nas noites frias de Inverno
No silêncio do meu leito
No meu cobertor me enrosco
Coração bate em meu peito
No silêncio do meu leito
No meu cobertor me enrosco
Coração bate em meu peito
Com corridas de incerteza
O sangue meu corpo invade
Meus pensamentos vagueiam
Pela incerteza e saudade
Passou a noite, fez-se dia
Não preciso do cobertor
Tudo se repete e se adia
Só o sol me dá seu calor
Não preciso do cobertor
Tudo se repete e se adia
Só o sol me dá seu calor
Junto os pedaços da vida
Que são pedaços de mim
São tantos e tão complexos
São de mim seus reflexos
Que contados não têm fim
Que são pedaços de mim
São tantos e tão complexos
São de mim seus reflexos
Que contados não têm fim
Poema de :
Aline Rocha/2011
Aline Rocha/2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
O VENTO
Do cimo daquele monte
Vejo a linha do horizonte
Que me fáz sorrir e sonhar
Meus olhos olham o céu
Parece que o Mundo é meu.
Paisagem de encantar
Quero falar o que nunca falei
Deste mundo de confusões
Vento que corres para todo o lado
Desfáz minhas ilusões
Como se fosse pássaro ferido
Nesta vida ilusória
Cada um tem sua história
Diz-me ele, e fáz sentido
Ele sabia o que eu sentia
Porque com ele partilhei
Momentos que só eu sei
Em plena sintonia
Poema de
Aline Rocha
2011
Vejo a linha do horizonte
Que me fáz sorrir e sonhar
Meus olhos olham o céu
Parece que o Mundo é meu.
Paisagem de encantar
O vento toca meu rosto
Sinto as caricias que gosto
Fecho os olhos com prazer
Com ele parto a correr
Longe vai meu pensamento
Que beleza de momento
Fica comigo, supliqueiQuero falar o que nunca falei
Deste mundo de confusões
Vento que corres para todo o lado
Desfáz minhas ilusões
Mas não contes a ninguem
Escuta este o meu pedido
O vento que me ouvia
Sabia o que eu sentia
Sorriu e ficou meu amigo
Lancei-me em seus braços Como se fosse pássaro ferido
Nesta vida ilusória
Cada um tem sua história
Diz-me ele, e fáz sentido
Sabes que até na fonte há lôdo
Para beber há que filtrar
Fazem parte de um todo
Só há que vos encontrar
Em silêncio eu o ouviaEle sabia o que eu sentia
Porque com ele partilhei
Momentos que só eu sei
Em plena sintonia
Abraçamo-nos com alegria, e
Com caricias no meu rosto
No cimo daquele monte
Olhamos o horizonte
O vento que eu tanto gosto
Poema de
Aline Rocha
2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
VELHICE
Rosto lindo e enrugado
Voz trémula de cansaço
Recorda o tempo passado
Dum passado sem regresso
.
Cada ruga uma história
Cada ruga uma história
Contada em primeira mão,
Revelam os seus segredos
Descobrem seus mistérios
Numa eterna recordação
Seus poucos cabelos brancos
São primaveras de memóriasEncanta-nos com suas histórias
Que não perdem seus encantos.
Seu regaço serviu de colo
Seu peito de alimento
Seu coração deu amor
Mas de amor tambem sofreu
Sua boca foi beijada e beijou
Com suas mãos acarinhou
Um filho que dela nasceu.
Para ajudar nos seus passos
Para aliviar seus cansaçosLeva a bengala na mão
Diz sentir o desalento
Da vida que foi um tormento
Mas cumpriu sua missão
Um dia seremos da sua idade
Muitas rugas iremos ter
Sentir a mesma saudade
Olhar para tráz e dizer
Valeu a pena viver
Chama-lhe terceira idadeEu chamo-lhe benção da vida
Deixam sempre saudade
Na hora da despedida
Vida que podes ser longa ou curta
Ninguem ao certo sabe
De uma coisa todos sabemos
É que há eternidade
Poema de
Aline Rocha
2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
LÁGRIMA
No meu jardim, em cima de uma flôr
Uma lágrima encontrei
Quis saber a quem pertenceu
A chorar me respondeu
Não me perguntes que já não sei
Aninhou-se debaixo de uma pétala
Dela recebeu protecção
Fechou os olhos envergonhada
E depois de estar deitada
Transformou-se em coração
Ao ver tamanha transformação
Afinal quem és tu, pergunteiNão me perguntes porque não sei
Sou de alguem que muito amei
Mas do meu amor não tem noção
De tudo me quero esquecer,
Acordar de novo para a vida
Ter vontade de sorrir
À linda flôr agadecer
Por me ter dado guarida
É com certa paixãoQue recordo uma lágrima
Em cima duma flôr
Enroscada numa pétala
Transformar-se em coração
Por ter perdido o Amor
Por ter perdido o Amor
Poema de
Aline Rocha /2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
INVERNO
Bate nas vidraças
Como se quizesse entrar
É som que adormece
Frio que arrefece
É o inverno a chegar
Poema de,
Como se quizesse entrar
É som que adormece
Frio que arrefece
É o inverno a chegar
O vento sopra bramindo
Cantando a sua canção,
As folhas que vão caindo
Levadas pelo vento, espalham-se pelo chão.
Há uma certa nostalgia
No sabor amargo duma canção perdida
Talvez uma vida sem rumo
Quiçá, precisando de guarida.
No sabor amargo duma canção perdida
Talvez uma vida sem rumo
Quiçá, precisando de guarida.
Cabelos brancos, rugas marcadas
Lembranças de solidão
Vidas dificeis e cansadas
De primaveras encantadas
Vivem sós, tristes e sem paixão.
Rostos que perderam o encanto
De uma vida de saudade
Vivem sós de mão estendida
Precisando de guarida
Mas com gestos de humildade
De uma vida de saudade
Vivem sós de mão estendida
Precisando de guarida
Mas com gestos de humildade
Em grossas bagas, a chuva volta a cair
De novo ouve-se o vento a rugir
Tristeza num meigo olhar
É o Inverno a chegar.
Poema de,
Subscrever:
Mensagens (Atom)






