Aqui ficam os meus dois livros de poesia
ACREDITAR E MOMENTOS DE POESIA.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
RECORDAR
Recordo a vida, a minha estrada
Onde caminhei sozinha
Mas tambem acompanhada.
Encontrei a essência de ser mulher
Soube quase sempre o que fazer.
Amei, perdoei, sonhei, sofri
Adiei, investi.
Desbravei e descobri
Umas vezes ganhei
Outras vezes perdi.
Realizei sonhos
De quase todos os tamanhos.
Encontrei a felicidade
Ilusão ou realidade?- Não sei!
No percurso,
Desviei pedras,
Umas grandes, outras pequenas
Encontrei obstáculos
Ultrapassei-os com atenção
Ganhei um coração!
Cansada,
Continuo a caminhar
Sei que não posso parar,
Olho para tráz
A estrada que era longa
Está a encurtar
São tantas as curvas
Que tapam minha visão
Meu Deus! Que sensação!
Cansada, e mesmo assim
Continuo, mas devagar
Sem pressa de chegar.
Mas eu insisto, não desisto
Mesmo com esta idade
Quero chegar mais longe
Mas é difícil de andar,
Nesta dureza da vida
Eu não vejo outra saída
Sei! Está quase a terminar.
Olho para traz entristecida
Porque já quase não vejo
Aquela que foi
A estrada da minha vida.
Aline Rocha Janeiro de 2012 quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Hospital - BEATRIZ ANGELO - Loures
O nosso concelho foi premiado com um novo hospital,ao qual foi dado o nome de
Carolina Beatriz Ângelo
Afinal quem foi esta senhora?
Médica, lutadora sufragista e fundadora da Associação de Propaganda Feminista, foi a primeira mulher a votar em Portugal, embora vivesse num país em que o sufrágio universal só seria instituído passados mais de sessenta anos, ou seja, depois do 25 de Abril de 1974.
O voto depositado nas urnas para as eleições da Assembleia Constituinte, em 1911, pela médica Carolina Beatriz Ângelo, constitui um episódio deveras exemplar de luta pela cidadania e pela emancipação da situação das mulheres em Portugal, numa altura em que o direito de voto era reconhecido apenas a "cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família".
Invocando a sua qualidade de chefe de família, uma vez que era viúva e mãe, Carolina Beatriz Ângelo conseguiu que um tribunal lhe reconhecesse o direito a votar (à revelia) com base no sentido do plural da expressão ‘cidadãos portugueses’ cujo masculino se refere, ao mesmo tempo, a homens e a mulheres.
Como consequência do seu acto, e para evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.
Carolina Beatriz Ângelo foi assim, também, a primeira mulher a votar no quadro dos doze países europeus que vieram a constituir a União Europeia (até ao alargamento, em 1996).
Subitamente, a 3 de Outubro de 1911, com apenas 33 anos, morreu ao regressar de uma reunião política, com a consolação de ter vivido muito em pouco tempo e de se ter entregado a causas que considerava justas, independentemente dos dissabores, incompreensões e desilusões. Deixou escrito que queria um enterro civil e dispensava a família, sobretudo a filha, de usar luto.
Cem anos depois, deparamo-nos com uma cidadã de plena actualidade: profissional competente, cidadã empenhada, mulher interventiva, crítica e conspiradora. A pioneira sufragista é recordada, enaltecida, estudada, divulgada e celebrada retomando o seu lugar na História através da exposição que o Museu da Guarda apresenta,cidade onde nasceu a 16/4/1878.
(Toda esta informação retirei da internet.)
Presto-lhe assim a minha homenagem
Aline Rocha
ATRIZ ANGELO
Carolina Beatriz Ângelo
Afinal quem foi esta senhora?
Médica, lutadora sufragista e fundadora da Associação de Propaganda Feminista, foi a primeira mulher a votar em Portugal, embora vivesse num país em que o sufrágio universal só seria instituído passados mais de sessenta anos, ou seja, depois do 25 de Abril de 1974.
O voto depositado nas urnas para as eleições da Assembleia Constituinte, em 1911, pela médica Carolina Beatriz Ângelo, constitui um episódio deveras exemplar de luta pela cidadania e pela emancipação da situação das mulheres em Portugal, numa altura em que o direito de voto era reconhecido apenas a "cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família".
Invocando a sua qualidade de chefe de família, uma vez que era viúva e mãe, Carolina Beatriz Ângelo conseguiu que um tribunal lhe reconhecesse o direito a votar (à revelia) com base no sentido do plural da expressão ‘cidadãos portugueses’ cujo masculino se refere, ao mesmo tempo, a homens e a mulheres.
Como consequência do seu acto, e para evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.
Carolina Beatriz Ângelo foi assim, também, a primeira mulher a votar no quadro dos doze países europeus que vieram a constituir a União Europeia (até ao alargamento, em 1996).
Subitamente, a 3 de Outubro de 1911, com apenas 33 anos, morreu ao regressar de uma reunião política, com a consolação de ter vivido muito em pouco tempo e de se ter entregado a causas que considerava justas, independentemente dos dissabores, incompreensões e desilusões. Deixou escrito que queria um enterro civil e dispensava a família, sobretudo a filha, de usar luto.
Cem anos depois, deparamo-nos com uma cidadã de plena actualidade: profissional competente, cidadã empenhada, mulher interventiva, crítica e conspiradora. A pioneira sufragista é recordada, enaltecida, estudada, divulgada e celebrada retomando o seu lugar na História através da exposição que o Museu da Guarda apresenta,cidade onde nasceu a 16/4/1878.
(Toda esta informação retirei da internet.)
Presto-lhe assim a minha homenagem
Aline Rocha
ATRIZ ANGELO
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
NATAL
Era Natal,
Noite de sonhos, noite de magia
Noite de Páz e alegria!
Recordo quando era criança
Havia sorrisos, havia esperança
Reunião da familia inteira
Sinto ainda o calor da lareira
Caia neve no meu quintal
Porque era noite de Natal.
Cantava-se,
Alegram-se os céus e a terra,
Cantemos com alegria,
Já nasceu o Deus menino
Filho da Virgem Maria.
Presépios de musgo real
Estrela, pastores e seus rebanhos
Figuras de todos os tamanhos
Tudo parecia natural.
Para agradecer o momento
Com ouro mirra e incenso
Curvavam-se os reis magos
Frente ao Redentor
Menino feito de amor,
Nas palhinhas está deitado
Em noite fria de Natal.
Só porque nasceu Jesus
Oferecendo a sua luz
Em todo o Mundo é Natal,
Hoje o povo não percebeu
Que este dia lhe pertenceu, e
Corre, corre desenfriado
Só prendas por todo o lado,
O menino está triste
Porque Dele quase não há sinal
Parece que não existe,
Parece que já foi passado
Só se fala em Pai Natal.
Aline Rocha
Dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Conto de Natal
Sentado num degrau da porta de sua casa, com as mãozinhas sobre os joelhos, um menino olhava para o céu parecendo falar com as estrelas que brilhavam , formando um manto cintilante.
No silêncio da noite ouviu passos. Assustado, virou a sua cabecinha cheia de caracóis loiros para ambos os lados, e viu com algum espanto, que se apróximava um senhor forte,vestido de Vermelho e com umas barbas brancas.
- Nunca tinha visto ninguém assim vestido! Disse baixinho o menino.
O seu coração batia, batia. Um pouco assustado, levantou-se e deixou ver as suas calças rotas no joelho e os seus pesinhos descalços.
O Pai Natal que por ali passava com o seu saco cheio de prendas para ir colocar nas chaminés, dirigiu-se para ele e disse:
- Rapaz- que fazes aqui a estas horas da noite,com este frio?Estás a tremer! De quem estás à espera?
- De ninguém. Respondeu o menino.
Os teus pais deixam-te aqui sozinho a estas horas da noite?
- Não tenho pais- eu vivo com a minha avó que está lá dentro sentada à lareira. Respondeu o menino, baixando a cabecinha um pouco envergonhada.
- Ainda não me reconheceste? Não sabes quem sou?
- Não! Nunca vi ninguém assim igual ao senhor! Respondeu baixinho
- Olha bem para mim. - Eu sou o Pai Natal! Eu sou amigo de todos os meninos. - Por isso, nesta noite de Natal venho pôr nos sapatinhos que estão colocados nas chaminés, os presentes que eles me pediram.
De olhos esbugalhados e um pouco tímido, o menino perguntou?
- Também posso pedir um presente?
- Claro que sim. - Pede o que quiseres.- Qual o brinquedo que gostavas de ter?
- Nunca tive brinquedos, mas o que eu queria era ter aqui comigo a minha mãe que está lá no céu. Todas as noites eu peço às estrelas, mas estão lá muito altas e não me ouvem!
- Também gostava de umas botas iguais às suas que devem de ser quentinhas.
Emocionado o Pai Natal pousou o saco das prendas no chão, agarrou o menino ao colo e disse-lhe:
- Tu és muito lindo sabias? Um menino de ouro!
- Tenho muita pena de não poder satisfazer o teu primeiro pedido. Não te posso dar a tua mãe como me pedes, porque não tenho esse poder. Mas acredito que ela continua a olhar por ti, apesar de estar lá muito, muito longe.
- Quanto ao segundo pedido, prometo que te vou dar umas botas iguais ou ainda mais bonitas e quentinhas que as minhas, vou dar-te agasalhos para não teres frio, e ainda oferecer-te aquilo que não me pediste - os mais bonitos brinquedos. E sabes por quê? És um menino, e todos os meninos têm o direito de brincar.
- Amanhã durante o dia voltarei com tudo àquilo que te prometi.
- Agora vais para dentro de casa, vais dormir e não te esqueças de fazeres a tua oração.
Os dois abraçaram-se, e o menino ficou tão feliz com o encontro, que ao ver o velho senhor se afastar,olhou para o céu e disse,fixando as estrelas.
- Obrigada mãe, gosto muito de si.
Voltou para dentro de casa a saltitar e quando chegou à lareira, abraçou a avó que estava a dormitar e contou-lhe, que já conhecia o Pai Natal, que lhe prometeu brinquedos, umas botas e roupa quentinha.
A Avó pensou que era uma história inventada, deu-lhe um beijinho e disse para se ir deitar. Feliz mas ansioso pelo dia seguinte, para ver de novo o Pai Natal, e receber as suas prendas,foi para a sua caminha feita de esperança e adormeceu como um anjo.
Onde há amor, há luz para iluminar os corações.
Aline Rocha-Dezembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
MEU PAI - MEU VELHO - MEU AMIGO
Esta maravilhosa frase, fáz parte de uma canção de Roberto Carlos. Para mim, ela é actual e cheia de carinho. Ela encerra toda a verdade.Com ela me identifico.
Meu pai
– Porque lhe devo a minha existência.
Meu velho
– Porque o peso da idade já se fáz sentir. Custa-me saber que a audição já é quase nula, por isso o diálogo é quase inesistente. Este é o sentido que mais o afecta e o deixa mais triste.Tambem o andar é dificultado pelos problemas ósseos nos membros inferiores.Ajuda-o, uma bengala que ele muito estima.
Meu Amigo
- Porque foi ele, o meu ponto de referência, dele recebi apoio e conselhos ao longo da minha vida.Ele sabe ouvir, sabe aconselhar e até sabe sofrer em silêncio.Para ele tudo está bem.Ele adora estar em familia e confessou-me que tem pena de morrer.
Pai! está a fazer 87 anos.
Sempre me diz que não quer prendas, mas não vira a cara a uma caixinha de chocolates! Há! Como eu sei que gosta de goluseimas!
Mas o pai tem razão. Não é o pai que recebe a prenda no dia do seu aniversário, sabe quem é? Sou eu!
O pai oferece-me a sua presença. Tenho a possibilidade de olhar para esses olhos cheios de ternura, de o ouvir dizer palavras bonitas, de lhe falar, de trocarmos os nossos carinhos, de sentir as suas mãos afagando o meu rosto acompanhado do seu sorriso, quando nos cumprimentamos.
Costuma dizer também uma frase que é assim:
Que Deus me dê mais um ano e eu fico contente.
Meu pai, os meus votos são: Que Deus lhe conceda o seu desejo por muitos mais anos, com a lucidez e com a mesma vontade de viver que tem neste momento.
Por si, fico muito feliz.
Um terno beijo de alguem que o ama muito.
Sua filha - Aline
Pai
Estou feliz porque ainda o vejo
Nas suas faces dou um beijo
Abraço-o quando quizer,
No seu peito sinto a esperança
Nas palavras a confiança
Tenho muito que lhe agradecer.

Meu pai
– Porque lhe devo a minha existência.
Meu velho
– Porque o peso da idade já se fáz sentir. Custa-me saber que a audição já é quase nula, por isso o diálogo é quase inesistente. Este é o sentido que mais o afecta e o deixa mais triste.Tambem o andar é dificultado pelos problemas ósseos nos membros inferiores.Ajuda-o, uma bengala que ele muito estima.
Meu Amigo
- Porque foi ele, o meu ponto de referência, dele recebi apoio e conselhos ao longo da minha vida.Ele sabe ouvir, sabe aconselhar e até sabe sofrer em silêncio.Para ele tudo está bem.Ele adora estar em familia e confessou-me que tem pena de morrer.
Pai! está a fazer 87 anos.
Sempre me diz que não quer prendas, mas não vira a cara a uma caixinha de chocolates! Há! Como eu sei que gosta de goluseimas!
Mas o pai tem razão. Não é o pai que recebe a prenda no dia do seu aniversário, sabe quem é? Sou eu!
O pai oferece-me a sua presença. Tenho a possibilidade de olhar para esses olhos cheios de ternura, de o ouvir dizer palavras bonitas, de lhe falar, de trocarmos os nossos carinhos, de sentir as suas mãos afagando o meu rosto acompanhado do seu sorriso, quando nos cumprimentamos.
Costuma dizer também uma frase que é assim:
Que Deus me dê mais um ano e eu fico contente.
Meu pai, os meus votos são: Que Deus lhe conceda o seu desejo por muitos mais anos, com a lucidez e com a mesma vontade de viver que tem neste momento.
Por si, fico muito feliz.
Um terno beijo de alguem que o ama muito.
Sua filha - Aline
Quando agarro as suas mãos
Trémulas e deformadas
Tenho a mesma confiança
De quando eu era criança
Afagando as minhas mágoas.
Seu fio de cabelo branco
Com brilho e seu encanto
São trilhos de formosura,
São juventude de medos
Que eu acaricio com ternura
Com a ponta dos meus dedos.
Pai
Estou feliz porque ainda o vejo
Nas suas faces dou um beijo
Abraço-o quando quizer,
No seu peito sinto a esperança
Nas palavras a confiança
Tenho muito que lhe agradecer.

terça-feira, 1 de novembro de 2011
Minha Janela Inventada
Da minha janela inventada
Virada para o sol nascente,
Vejo borboletas a poisar
Crianças na rua a brincar
Água para toda a gente.
No céu,
Muitos pássaros a voar
A mesma canção, parecem cantar
Um deles…
Na minha janela poisou,
Acabou-se para sempre a guerra
Agora sim há páz na terra
Foi a mensagem que me deixou.
Então pensei:
As crianças serão felizes
Não importam as raízes
Os direitos serão iguais,
Nos olhos terão alegria
Na boca o pão de cada dia
Mais outras bençãos que tais.
Não há medos nem traições
A saude é bem cuidada
A vida é sossegada,
Há dignidade e fartura
Não há morte nem agrura
Há amor nos corações.
Depois,
Debrucei-me e não vi nada,
Busquei o que desconheço,e
Fiquei arrepiada,
Tudo não passou de um desejo
Um sonho, um lampejo
Porque afinal,
A janela
Era por mim inventada.
Aline -1/11/2011
Virada para o sol nascente,
Vejo borboletas a poisar
Crianças na rua a brincar
Água para toda a gente.
No céu,
Muitos pássaros a voar
A mesma canção, parecem cantar
Um deles…
Na minha janela poisou,
Acabou-se para sempre a guerra
Agora sim há páz na terra
Foi a mensagem que me deixou.
Então pensei:
As crianças serão felizes
Não importam as raízes
Os direitos serão iguais,
Nos olhos terão alegria
Na boca o pão de cada dia
Mais outras bençãos que tais.
Não há medos nem traições
A saude é bem cuidada
A vida é sossegada,
Há dignidade e fartura
Não há morte nem agrura
Há amor nos corações.
Depois,
Debrucei-me e não vi nada,
Busquei o que desconheço,e
Fiquei arrepiada,
Tudo não passou de um desejo
Um sonho, um lampejo
Porque afinal,
A janela
Era por mim inventada.
Aline -1/11/2011
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